Jogos

Esse fim de semana passado foi o GP São Paulo 2015 de Magic! Muitos de vocês sabem exatamente o que isso significa e qual a função desse torneio, mas ao mesmo tempo a sua relevância é bem pouco intuitiva pra maioria da população: pra quem não joga Magic, é complicado entender esse torneio que não é nem o Nacional, nem o Mundial, mas pode ser potencialmente tão importante quanto esses dois. E mesmo pra quem joga Magic casualmente, não é tão óbvio assim a razão pela qual eles deveriam se importar com o GP. Afinal, se eu não jogos torneios, porque esse deveria me interessar?

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Mais cedo essa semana Tim Sweeney, presidente da Epic Games, anunciou que a Unreal Engine 4 se tornaria gratuita. A Engine, que custava 19 dólares por mês, agora vai usar um modelo diferenciado de monetização: a Epic irá cobrar 5% de tudo que você faturar com seu jogo a partir de três mil dólares. Dessa forma, eles facilitam a vida de desenvolvedores independentes e pequenos estúdios, que agora podem se dar ao luxo de levar quanto tempo precisarem e lançar quantos jogos quiserem até dominar o uso da engine, ao mesmo tempo que aumentará o faturamento da Epic quando grandes empresas como EA ou Activision fizerem jogos com sua engine.

 

Além disso, a grande rival da Unreal Engine, a Unity, também lançou a sua versão 5, em um modelo de negócio muito parecido: Se o seu faturamento ou o seu orçamento passar de cem mil dólares por ano, você passa a pagar 75 dólares por mês, a menos que faça um pagamento único de mil e quinhentos dólares. Novamente, uma bênção para pequenos desenvolvedores. A partir do momento que você começa a pagar pela Unity, você passa a ter acesso à funções de análise e acesso à funcionalidades beta, mas fora isso, não há diferença entre a versão paga e gratuita.

E pra completar a festa do game design, a Valve anuncia que está preparando o lançamento de Source 2: a Source original, criada em 2004, é a engine que ela usa para fazer funcionar seus próprios jogos, como Left 4 Dead, Dota 2 e Portal. Apesar da engine estar velhinha e ser chata de programar, ninguém pode dizer que ela está ultrapassada. A Valve não costuma fazer jogos com grande exigência gráfica, mas não são só eles que usam sua engine. Você já viu Titanfall? Pois é, aquilo também é feito em Source!

Ainda não existe nenhum vídeo de demonstração de Source 2, afinal foi ontem que a Valve anunciou que ela sequer existiria, e também soltou a frase que deixou a Internet em polvorosa:

“(Source 2 will be)available for free to content developers”

Fica claro que a engine será gratuita. Mas gratuita pra quem? Porque especificar que a engine seria gratuita apenas para desenvolvedores de conteúdo, ao invés de simplesmente anuciar que seria gratuita? Será que quando eles se referem à desenvolvedores de conteúdo, estão falando apenas de quem cria conteúdo para os jogos (como os chapéus de Team Fortress) mas não para quem cria jogos? Ou será que ela será 100% gratuita? Ou eles vão cobrar uma taxa de grandes desenvolvedores e/ou de jogos que façam sucesso?

O importante mesmo é a era dourada do desenvolvimento de jogos que estamos vivendo. Há meros cinco anos, licenciar uma engine famosa como Source ou Unreal pra fazer o seu jogo envolveria uma série de contatos, contratos e setenta e cinco quilos de dinheiro vivo, tornando essa opção tão viável para indies e pequenos estúdios quanto ganhar na loteria e comprar uma ilha no Caribe. Hoje, já temos ótimas engines gratuitas e tudo indica que num futuro muito próximo, a única coisa que vai impedir você de desenvolver jogos usando as mesmas ferramentas de ponta que os grandes estúdios será a sua preguiça de aprender a utilizá-las.

 

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